No domingo passado acompanhei de perto a dor enorme de dois grandes amigos se despedindo pela última vez de seu filho de apenas 19 anos. Não creio, do muito sofrimento que vi na minha vida, já ter presenciado fato mais triste do que o de um pai e uma mãe sepultar seu jovem e saudável filho.
POR: PROF. REGINALDO DE SOUZA SILVA
Junto à tristeza, a raiva e o desespero de não conseguir acreditar que seja natural gerações mais velhas enterrarem as gerações mais novas. Isso não faz parte do ciclo da vida e, portanto, a morte precoce é ameaçadora à própria manutenção da perpetuação da vida de qualquer espécie.
E que dizer, então da espécie humana na qual as gerações mais novas são as responsáveis não só pela reprodução e pela força de trabalho, mas também, por sua ousadia e criatividade, por serem destemidas, são as maiores responsáveis pelas possibilidades de mudanças na sociedade. Ao morrer, assim, tão precocemente, não é apenas uma vida que se vai, mas trata-se de uma geração inteira que perde a possibilidade de influenciar a humanidade. O que dizer, então, quando falamos de milhares de vidas de uma geração sendo ceifadas abruptamente?
Segundo Waiselfisz, “[...] anualmente, morrem quase 400.000 jovens de menos de 25 anos de idade vítimas de acidentes de trânsito, e vários milhões sofrem ferimentos graves ou tornam-se incapacitados”
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